sexta-feira, 5 de maio de 2023

Viva - A Vida é uma Festa


 "Viva - A Vida é uma Festa" é um filme de animação produzido pela Pixar e lançado em 2017. A trama conta a história de Miguel, um menino mexicano de 12 anos que sonha em se tornar um grande músico, mas sua família proíbe a prática da música desde que seu tataravô abandonou a esposa para seguir a carreira musical. Em uma tentativa de provar seu talento, Miguel acaba sendo transportado para o mundo dos mortos durante a celebração do Dia dos Mortos, onde encontra seus antepassados e precisa encontrar uma maneira de voltar ao mundo dos vivos antes que seja tarde demais.

A obra foi dirigida por Lee Unkrich e co-dirigido por Adrian Molina. O filme apresenta uma animação incrível, com cores vibrantes e uma atenção aos detalhes impressionante. A trilha sonora é outro destaque do filme, com músicas originais que combinam perfeitamente com a cultura mexicana retratada na história. O elenco de dubladores também merece destaque, com a participação de Anthony Gonzalez como Miguel, Gael García Bernal como Héctor e Benjamin Bratt como Ernesto de la Cruz.

A partir daqui, se você não assistiu ao Filme, fica o alerta para Spoiler!


Meu coração ainda vibra sempre que assisto  "Viva - A Vida é uma Festa". Essa animação mexicana é uma obra-prima que me fez sorrir, me emocionar e refletir sobre a importância da família e da música em nossas vidas.

O filme se passa no México e conta a história de um jovem menino chamado Miguel que tem o sonho de se tornar um grande músico, inspirado por seu ídolo, Ernesto de la Cruz.

No primeiro ato do filme, somos apresentados à vida cotidiana da família Rivera, que vive em uma pequena cidade no México e tem um negócio de sapatos. No entanto, eles têm uma regra muito rígida que proíbe a música em sua casa, que foi criada depois que o bisavô de Miguel os abandonou para seguir sua carreira musical.




Mas, apesar da proibição, Miguel não pode deixar de se sentir atraído pela música. Ele secretamente pratica tocando violão no sótão e ouve gravações de Ernesto de la Cruz. No Dia dos Mortos, a família se reúne para homenagear seus antepassados ​​e Miguel tenta participar de um concurso de talentos para mostrar suas habilidades musicais.

Mas quando sua avó descobre que ele quer tocar música, ela destrói seu violão e o proíbe de continuar a tocar. Desesperado, Miguel decide roubar o violão de Ernesto de la Cruz, que está exposto em um mausoléu público. Mas ao tocar o violão, algo mágico acontece e Miguel é transportado para a Terra dos Mortos.

O primeiro ato do filme é emocionante e me deixou imerso na história de Miguel. Eu me identifiquei com a paixão que ele sentia pela música e sua determinação em perseguir seu sonho, mesmo quando todos ao seu redor o desencorajavam. E a forma como a cultura mexicana e a tradição do Dia dos Mortos são retratadas no filme é simplesmente maravilhosa. 

O segundo ato é o momento em que o nosso jovem protagonista, Miguel, finalmente chega ao Mundo dos Mortos. A cena é uma das mais belas e emocionantes do filme, com uma animação e trilha sonora incríveis.




Logo que Miguel chega, ele encontra seu antepassado, Hector, que se torna seu guia nesta jornada pelo mundo dos mortos. Juntos, eles começam a explorar o lugar, cheio de cores vibrantes e vida, apesar de ser o mundo dos mortos. O contraste entre o mundo dos vivos e dos mortos é bem marcante e ajuda a criar a atmosfera única do filme.

No mundo dos mortos, Miguel descobre que sua família é muito diferente do que ele imaginava. Ele também tem a chance de participar do maior evento do ano no Mundo dos Mortos, o Dia dos Mortos. É um momento especial em que as famílias se reúnem para lembrar e honrar seus entes queridos que já partiram.

Durante este ato, também descobrimos mais sobre a história de Hector e sobre os laços que unem as famílias mexicanas, especialmente em relação à música. A música é, aliás, um elemento muito importante no filme e é responsável por momentos emocionantes e poderosos.

O segundo ato é uma viagem pela cultura mexicana, pela história de Miguel e Hector, e pela música que é tão presente e significativa na vida das pessoas. É uma jornada emocionante que nos leva a refletir sobre a importância da família e sobre como honrar nossos antepassados pode ser uma forma de manter suas memórias vivas.

O terceiro e último ato do filme é uma montanha-russa emocional que me deixou sem fôlego. É quando todas as peças finalmente se encaixam e a mensagem principal do filme se torna clara.



Miguel finalmente percebe o que é realmente importante para ele e faz uma escolha difícil e emocionante. Ele precisa lidar com as consequências de suas ações e enfrentar o desafio final que o levará ao encontro de seu ídolo, Ernesto de la Cruz. É uma jornada emocionante que culmina em uma cena incrível e emocionante que eu nunca esquecerei.

Mas o que realmente me tocou no terceiro ato foram as mensagens profundas sobre família, tradição e lembrança. A maneira como o filme aborda a importância de honrar nossos antepassados e manter suas memórias vivas é incrivelmente poderosa. E a mensagem final sobre a importância de compartilhar nossas histórias com os outros para mantê-las vivas é uma lição valiosa para todos nós. Além disso, o visual e a trilha sonora são simplesmente deslumbrantes. As cores vibrantes e a música cativante elevam o filme a um nível ainda mais alto.

 Em suma, o terceiro ato de "Viva - A Vida é uma Festa" é uma jornada emocionante e repleta de significado que me tocou profundamente. É um filme que ficará comigo por muito tempo e me inspirou a honrar meus antepassados e compartilhar minhas histórias com o mundo.



Crítica

Uma das grandes forças do filme é sua mensagem poderosa e atemporal. A história fala sobre a importância de lembrarmos e honrarmos aqueles que vieram antes de nós, e como a conexão com nossas raízes e tradições pode nos fortalecer em momentos difíceis. A abordagem do tema da morte também é feita de maneira sensível e tocante, mostrando que a morte não é o fim, mas sim uma transição para uma nova fase da vida.

Outro ponto forte do filme é sua estética visual. A animação é lindamente construída, com detalhes impressionantes que tornam o mundo dos mortos incrivelmente fascinante. A trilha sonora também é um elemento importante na construção da atmosfera e emoção da história, com músicas cativantes e poderosas que nos levam a sentir cada momento com mais intensidade.

Quanto aos personagens, eles são extremamente cativantes e bem desenvolvidos. Miguel, o protagonista, é um personagem apaixonante que nos leva a torcer por ele do começo ao fim. Sua jornada de descoberta pessoal e amadurecimento é um dos pontos altos do filme. A relação dele com sua família também é abordada de maneira muito emocionante, nos mostrando a importância de valorizar aqueles que estão ao nosso lado.

No entanto, mesmo sendo um filme incrível, "Viva - A Vida é uma Festa" pode apresentar alguns pontos fracos. Alguns personagens secundários poderiam ter sido mais bem explorados, e algumas partes da história podem parecer um pouco previsíveis. Porém, esses aspectos não diminuem a grandiosidade da obra como um todo.

No geral, o filme é uma verdadeira lição de vida que nos ensina a valorizar nossas raízes e a importância da família em nossas vidas. É uma obra-prima que, com certeza, será lembrada por muitos anos como um dos melhores filmes de animação já produzidos. A direção de Lee Unkrich e Adrian Molina é digna de elogios, e a mensagem do filme é poderosa e emocionante. Recomendo este filme para todas as pessoas que amam o cinema e querem se emocionar com uma história tocante e inspiradora.

Curiosidades

  1. O filme foi inspirado na cultura mexicana do Dia dos Mortos, mas também incorpora elementos de outras culturas e tradições, como a arte de papel picado e a lenda do xoloitzcuintle, um tipo de cão sem pelos considerado sagrado pelos antigos povos astecas.
  2. O filme foi a primeira animação da Pixar a apresentar uma história baseada em uma cultura específica.
  3. Para garantir que o filme retratasse com precisão a cultura mexicana, a equipe da Pixar viajou para o México e passou tempo estudando tradições e festividades do Dia dos Mortos.
  4. O personagem principal, Miguel, foi originalmente concebido como um menino de nove anos, mas foi alterado para 12 anos para torná-lo mais maduro e capaz de enfrentar desafios mais complexos.
  5. O filme apresenta uma lista estelar de dubladores, incluindo Anthony Gonzalez como Miguel, Gael García Bernal como o esqueleto Hector, e Benjamin Bratt como o cantor Ernesto de la Cruz.
  6. A trilha sonora do filme, que apresenta músicas originais em espanhol e inglês, recebeu vários prêmios, incluindo um Oscar de Melhor Canção Original por "Remember Me".
  7. Durante a produção do filme, a equipe da Pixar desenvolveu um novo software de animação para criar multidões de esqueletos dançantes, chamado de "crowds".
  8. O filme foi um enorme sucesso comercial e crítico, arrecadando mais de US$ 800 milhões em todo o mundo e recebendo elogios pela sua representação autêntica da cultura mexicana e sua mensagem emocional sobre família e tradição.
  Nota 9

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