quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Avatar O Caminho da Água




Avatar, um grande sucesso de bilheteria, está de volta aos cinemas após treze anos. A experiência audiovisual entregue pelo filme é inegável, e James Cameron, o diretor, mostrou mais uma vez sua maestria em trabalhar com o 3D. Para desfrutar da imersão no mundo de Pandora, é necessário assistir ao filme em 3D. No que diz respeito ao visual, minha única ressalva é que, em algumas cenas, devido ao fato do filme ter sido rodado em 60 fps, pode-se notar uma semelhança com jogos de videogame modernos, o que pode causar certa estranheza.

Eu gostei de assistir a Avatar: Caminho da Água, mas confesso que me senti um pouco enganado, como se tivesse assistido a um truque de mágica ou ilusionismo. James Cameron é um verdadeiro ilusionista que nos prende por mais de três horas com toda a beleza audiovisual que o filme proporciona, sem tornar o filme cansativo. Além disso, ele se concentra e potencializa o público para o grande objetivo que as obras de Avatar se apoiam, a conscientização da preservação do meio ambiente, respeitando a natureza e os recursos naturais.

Sobre a história central, Avatar conta a história de exploradores humanos que chegam ao planeta Pandora com o objetivo de explorar seus recursos naturais, financiados por grandes empresas. No entanto, ao chegar lá, eles encontram povos nativos que resistem às invasões dos seres humanos. Os humanos, então, criam corpos ou avatares parecidos com os dos povos nativos de Pandora e colocam em prática uma tecnologia que estava em desenvolvimento, dando a capacidade de transferir a consciência humana para corpos artificiais, mas não de forma definitiva.


Vale ressaltar que existem pesquisas para desenvolver essa capacidade de transferência de consciência humana. Inclusive, pessoas pagam para congelar seus corpos ou partes deles para empresas que planejam desenvolver tecnologia para permitir essa transferência no futuro. Esses estudos inspiraram os criadores do filme Avatar.

O grupo responsável por se infiltrar entre os nativos de Pandora era dividido entre cientistas e militares. Os cientistas queriam conhecer mais a cultura dos povos de Pandora, enquanto os militares queriam conhecer suas fraquezas. De um lado, os cientistas queriam diplomacia, e os militares queriam guerra. Quando o grupo de avatares se infiltrou nos povos nativos, eles não só entenderam a conexão daqueles seres com a natureza de Pandora, mas também se conectaram com aquele ecossistema de forma física e espiritual.


Então, aqueles que tiveram a conscientização da importância da natureza de Pandora para os seres vivos daquele planeta ajudaram na guerra para expulsar os seres humanos de lá. O final do filme é bonito, pois Jake, sem acesso à tecnologia do Avatar, acabaria morrendo. A tecnologia que os humanos ainda não haviam dominado no primeiro filme - a transferência permanente da consciência humana para outro corpo - foi realizada pela própria natureza de Pandora em forma de agradecimento. fazendo com que o corpo síntetico do personagem agora fosse seu corpo permanente.



Em O Caminho da Água, os humanos retornam para Pandora e, ao contrário do primeiro filme, os nativos parecem não estar preparados para a possibilidade de um novo conflito. Jake Sully, que agora tem uma família, evita confrontos com os invasores para protegê-los, e acaba se exilando entre os povos dos mares e esquecendo a importância da luta anterior e das vidas perdidas na guerra para expulsar os humanos. Enquanto isso, a sua família tenta se adaptar ao novo ecossistema e enfrenta problemas sociais que pareciam estar restritos ao planeta Terra, como bullying, preconceito e discriminação racial.

Para dar alguma ação ao filme, o Coronel Miles, que havia morrido, tem sua consciência transferida para um avatar após a morte e decide matar Jake Sully. Ele força um caçador de baleias a ajudá-lo na caçada e, para a sorte de Miles, as baleias estão próximas ao local onde Jake está se escondendo. As cenas de ação no mar, o design dos blindados e a fotografia do filme são bem dirigidas.




No confronto final entre Jake e Miles, Jake vence mais uma vez, mas perde seu filho mais velho na batalha, mostrando que evitar confrontos não garante a proteção de quem se ama.

Agora, fica a especulação sobre o que acontecerá no próximo filme. Sabemos que os humanos irão para Pandora definitivamente, já que a Terra está inabitável. Será que os nativos tentarão expulsar os invasores novamente? Ou viverão isolados, permitindo a permanência dos humanos, imitando as invasões dos territórios indígenas em nosso planeta?

Nota 7


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